Urna · eleições e política no Brasil
Pesquisas, resultados, o Congresso, os gastos dos parlamentares e o perfil das cidades, com os dados oficiais do TSE, da Câmara, do Senado e do IBGE. Escolha uma pergunta para começar.
Os votos dados a candidatos ou partidos. Brancos e nulos não entram: é sobre os válidos que se calcula quem tem mais da metade e quem vence.
Presidente, governador e prefeito de cidade com mais de 200 mil eleitores precisam de mais da metade dos votos válidos. Se ninguém chega lá no 1º turno, os dois mais votados disputam o 2º.
Deputados e vereadores não são eleitos só pelos próprios votos. As cadeiras são divididas primeiro entre os partidos (ou federações), pela soma dos votos de todos os seus candidatos e da legenda; depois vão para os mais votados de cada um. Por isso um candidato muito votado ajuda a eleger colegas de partido.
Quem assume a cadeira quando o titular sai, por exemplo para ser ministro ou secretário. No Senado, cada senador é eleito com dois suplentes; na Câmara, o suplente é o próximo mais votado do partido ou federação.
Dinheiro público que a casa reembolsa para despesas do mandato: passagens, combustível, aluguel de escritório, divulgação, consultorias. Não é o salário. Cada casa tem um limite por mês; gastar até ele é permitido, e as notas são públicas.
Grupo de partidos sem lado fixo na esquerda ou na direita, que costuma apoiar o governo, seja qual for, em troca de cargos e verbas. Não tem registro oficial; o site mostra uma lista com fonte e também mede quem votou com governos de lados opostos.
A base são os parlamentares que costumam votar como o governo pede; a oposição, os que costumam votar contra. O site mede pelos votos: quantas vezes cada um seguiu a orientação do líder do governo.
Uma pesquisa sozinha pode errar para cima ou para baixo. A média de várias, de institutos e métodos diferentes, costuma ficar mais perto do resultado. A faixa em volta da linha mostra o quanto as pesquisas discordam entre si.
Cada bolinha é uma pesquisa; a altura é a porcentagem do candidato. A linha é a média das pesquisas em cada momento e a faixa em volta mostra o quanto elas discordam entre si: linha subindo é candidato crescendo. O losango na data da eleição é o resultado oficial em votos válidos (sem brancos e nulos), por isso costuma ficar um pouco acima da linha, que conta também os indecisos.
Como a linha é calculada. Para cada dia, uma regressão linear local pondera as pesquisas próximas com um núcleo gaussiano (desvio de 14 dias no ano eleitoral e de 4 dias nos segundos turnos curtos). Pesquisas maiores pesam um pouco mais (raiz do tamanho da amostra) e institutos que publicam em sequência, como os trackings diários, têm o peso dividido para não dominarem a média. A faixa é ±1 desvio-padrão ponderado das pesquisas em torno da linha. Ao excluir institutos, tudo é recalculado.
Média pelo histórico. Com o botão “Pelo histórico”, cada instituto também pesa pelo erro na margem que teve na última pesquisa antes das eleições presidenciais anteriores à mostrada (nunca a própria nem as seguintes). O peso é o erro médio de todos os institutos dividido pelo do instituto, que antes é puxado para a média como se tivesse mais dois turnos nela: um acerto isolado muda pouco, e quem nunca foi medido fica com peso 1. O peso vai de 0,5 a 2.
Votos totais × votos válidos. As pesquisas medem votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos (BNI). O resultado do TSE é em votos válidos, por isso o losango costuma ficar acima da linha. Onde há BNI, a tabela converte a média final para votos válidos (média ÷ (100 − BNI)). No 2º turno de 2014 a fonte só traz votos válidos.
Quem chegou mais perto. Para cada instituto, vale a última pesquisa com campo encerrado até 10 dias antes da eleição. Os números da pesquisa e do resultado são recalculados como fatia só entre os candidatos da tabela, o que coloca votos totais e válidos na mesma base. O erro médio é a diferença média, em pontos percentuais, entre pesquisa e urna para esses candidatos. O erro na margem compara a distância entre os dois primeiros. Em 2026, a tabela mostra o histórico dos institutos que estão pesquisando agora.
Método. A classificação usa o método habitual de cada instituto: presencial (Datafolha, Ibope, Ipec, Quaest, Vox Populi, MDA, Sensus, Paraná Pesquisas, Vox Brasil), telefone (Ipespe, PoderData, FSB, Futura, Real Time Big Data, Ideia, Nexus) e online (AtlasIntel). Institutos sem método confirmado ficam em "não classificado". Um instituto pode ter mudado de método em alguma rodada específica.
Fonte. Tabelas de pesquisas das páginas da Wikipédia 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026 (até agosto), que reúnem pesquisas registradas no TSE. As pesquisas de setembro de 2026 vêm das páginas de cada divulgação na Gazeta do Povo. Resultados oficiais do TSE. A cobertura varia: 2010 e 2014 têm menos institutos listados, e 2018 usa o cenário com Lula até o fim de agosto e com Haddad depois. Três pesquisas de 1º turno de setembro (AtlasIntel de 22/09, Nexus de 27/09 e Gerp de 28/09) ficaram de fora do 1º turno porque só foram divulgadas em votos válidos; os 2º turnos delas estão no gráfico. Em 2026, "Outros" é tudo o que sobra depois de Lula, Flávio, Cury e BNI, e Cury só aparece separado a partir do fim de agosto, quando os levantamentos passam a destacá-lo. Compilado em 02/10/2026; pode haver erros de transcrição pontuais.
Cada cidade tem a cor de quem está na frente nela; quanto mais forte a cor, maior a vantagem. O tamanho no mapa não é o número de eleitores: cidades enormes do Norte e do Centro-Oeste têm poucos moradores. Para saber quem está ganhando no total, olhe a lista com as barras.
Cada bolinha é uma cadeira, com a cor da posição do partido na legenda, da esquerda à direita. A maioria absoluta, metade mais uma das cadeiras, é o número que conta em várias votações; mudar a Constituição exige três quintos, em dois turnos, na Câmara e no Senado. Clique num item da legenda para destacar só aquele grupo.
Cada lista mostra 10 nomes, e a barra compara cada um com o primeiro da lista. Na Câmara, o gasto aparece em porcentagem do limite do estado, porque o limite muda de estado para estado (inclui as passagens até Brasília). Gastar a cota é permitido, e faltar pode ter motivo: use os números como ponto de partida para perguntar, não como veredito. Clique num nome para ver os detalhes e o link oficial.
Cada cidade tem a cor de quem venceu nela; quanto mais forte, maior a vantagem sobre o segundo colocado. A área no mapa não é o número de eleitores: municípios enormes do Norte e do Centro-Oeste têm poucos moradores, e a cidade de São Paulo, um ponto pequeno no mapa, tem mais eleitores do que muitos estados.
No gráfico, cada ponto é uma cidade: quanto mais à direita, maior o valor da característica escolhida (por exemplo, a renda); quanto mais alto, mais votos no candidato. Se os pontos sobem da esquerda para a direita, as cidades com mais daquilo votaram mais nele. A linha resume a nuvem: é o voto em cada décimo da população. Tudo isso fala de cidades, não de pessoas.
A mesma leitura do gráfico de cidades, mas dentro de uma capital: cada ponto é uma área da cidade. No mapa, escolha pintar pelo voto ou pela característica do Censo e compare os dois.
Escolha uma característica e veja onde, dentro da capital, mora mais e menos gente com ela. O mapa pinta cada lugar em dez faixas com a mesma população; os nomes dos cinco com mais e dos cinco com menos ficam sempre escritos, e os outros aparecem ao aproximar. A lista ao lado põe tudo em ordem. Passe o mouse num nome para achá-lo no mapa e clique (na lista ou no mapa) para ver todos os números do lugar ao lado dos da cidade e do Brasil. Em “Só os lugares” dá para ficar com uma parte da cidade por outra característica (a metade com menos renda, por exemplo) e ver, dentro dela, onde mora mais gente com a primeira.
Cada país tem a cor da família política de quem venceu a última eleição nacional até aquele ano. Aperte ▶ para ver ano a ano: quando vários países mudam de cor juntos, é o que se chama de onda de esquerda ou de direita. Nas camadas de dados, a cor mais clara é sempre o lado melhor: mais desenvolvimento, mais renda, mais democracia ou menos pobreza. A pobreza conta quem vive com menos de US$ 8,30 por dia, a linha do Banco Mundial para países de renda média-alta, já corrigida pelo custo de vida de cada país; onde a pesquisa é antiga demais (mais de 4 anos), o país fica sem cor. Clique nos países para compará-los em barras, logo abaixo do mapa.
Clique nos países do mapa (ou escolha no menu País) para comparar até 6 lado a lado. Aperte ▶ para ver os números andarem ano a ano.
O que o mapa mostra. Para cada ano, cada país aparece com a cor de quem venceu sua eleição nacional mais recente até aquele ano: o presidente eleito ou, nos países parlamentaristas (Canadá e boa parte do Caribe), o partido que formou o governo. Quando há resultados por estado ou província, cada um aparece com a cor de quem venceu ali (no 2º turno, onde houve); o tooltip mostra também o vencedor nacional. Países sem esses dados aparecem inteiros com a cor do resultado nacional. A contagem da legenda é de países, pelo resultado nacional.
Família ideológica. Usamos a escala econômica de esquerda a direita (0 a 10) do Global Party Survey 2019 (Pippa Norris, Harvard), em quatro faixas: esquerda (abaixo de 2,5), centro-esquerda (2,5 a 4,9), centro-direita (5 a 7,4) e direita (7,5 ou mais). A pesquisa só é usada quando ao menos 5 especialistas avaliaram o país. Para partidos que ela não cobre, ou cobre com poucos especialistas, usamos a posição política informada no artigo do partido na Wikipédia, convertida para as mesmas faixas. Cinco casos ambíguos foram decididos à mão, com a justificativa registrada. A fonte de cada classificação aparece ao passar o mouse.
IDH, poder de compra e democracia. Dados por país e por ano, numa escala de dez faixas finas, para que mudanças reais apareçam. IDH: PNUD (Relatório de Desenvolvimento Humano 2025), com as faixas oficiais de desenvolvimento baixo, médio, alto e muito alto. Poder de compra: renda mediana por pessoa nas pesquisas domiciliares de cada país (no Brasil, a PNAD), em dólares de paridade de poder de compra de 2021, por mês, da Poverty and Inequality Platform do Banco Mundial. Usamos a mediana, que mostra a renda de uma pessoa típica, e só pesquisas de renda (não de consumo). As pesquisas não são anuais em todo lugar: dados com mais de 4 anos não são mostrados. A da Argentina cobre só as áreas urbanas; boa parte do Caribe e Cuba não têm dados. No Brasil, o IDH aparece por estado: é o IDHM do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD, Ipea, FJP), via Ipeadata, com metodologia própria, próxima mas não idêntica à do IDH dos países. Democracia: índice de democracia eleitoral do V-Dem (0 a 1), via Our World in Data; o V-Dem não cobre as ilhas menores do Caribe. Quando o ano escolhido passa do último dado publicado, o mapa mostra o mais recente e o tooltip avisa.
Fontes. Vencedores e datas: artigos de cada eleição na Wikipédia em inglês, conferidos e corrigidos à mão onde necessário. Resultados por estado e província: tabelas desses artigos (ou da versão em espanhol), aceitas só quando, somadas, apontam o mesmo vencedor nacional; os do Brasil vêm do TSE. Contornos: Natural Earth (domínio público). Cuba aparece sem cor por não ter eleições presidenciais competitivas; eleições anuladas (Bolívia 2019, Haiti 2015) e territórios dependentes também ficam em cinza. A eleição de 2024 na Venezuela é mostrada pelo resultado oficial e marcada como contestada.